Além das expectativas do mercado, lucro da petroleira foi menor que no trimestre anterior, afetado em maior parte por despesas extraordinárias com Refis e provisões para ações judiciais.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2017/G/Y/hb6HGmSUADi10gxZAyRA/2017-11-13t212328z-725938328-rc1a88430af0-rtrmadp-3-petrobras-results.jpg)
Petrobras registrou lucro líquido de R$ 266 milhões no 3º trimestre, informou a estatal nesta segunda-feira (13), revertendo o prejuízo de R$ 16,4 bilhões do mesmo intervalo do ano passado. Contudo, o resultado veio abaixo das expectativas do mercado, prejudicado por gastos não previstos com provisões para perdas na Justiça e gastos com a adesão ao programa de regularização tributária (Refis).
O lucro foi 16% menor que no trimestre anterior, quando a petroleira teve ganhos de R$ 316 milhões. No primeiro trimestre, o lucro foi de R$ 4,45 bilhões. Com o resultado do período, a estatal já soma quatro trimestres consecutivos de ganhos.
Últimos resultados da Petrobras
Lucros e prejuízos nos últimos trimestres, em R$ bilhões
Fonte: Petrobras
Gastos extraordinários reduziram lucro
O lucro do terceiro trimestre veio bem abaixo das estimativas do mercado, prejudicado em especial por gastos extraordinários (não previstos) que somaram R$ 3,3 bilhões no período. Pelo consenso do mercado, a Petrobras deveria ter tido um lucro de R$ 3,2 bilhões.
- Pesaram nesta conta os pagamentos para aderir a programas de regularização fiscal, de R$ 1,030 bilhão. Somente o Refis, que renegocia as dívidas do governo federal, representou uma despesa de R$ 900 milhões no período, segundo o diretor financeiro da estatal, Ivan Monteiro.
- A empresa também aumentou seus gastos e provisões para despesas judiciais no segundo trimestre, um impacto de R$ 1,061 bilhão. A Petrobras é alvo de ações na Justiça brasileira e estrangeira de acionistas minoritários que tentam conseguir indenizações pelo envolvimento da empresa com esquemas de corrupção revelados na operação Lava Jato.
- Outras gastos vieram do impairment (revisão para baixo do valor de ativos) no valor de R$ 222 milhões, bem inferior aos R$ 15,7 bilhões que derrubaram o lucro no mesmo período de 2016.
Comentários
Postar um comentário